Vez ou outra, me repito
neste espaço, principalmente quando falo de música. Talvez isso ocorra por eu
estar ficando, cada vez mais, refratário com as novidades, fico tecendo loas àqueles
cantores, músicos e letristas que mais admiro.
Já falei aqui que a
cantora que mais tem me dado prazer em ouvir é Mônica Salmaso. Seu timbre me
encanta e, talvez, eu só encontre paralelo, em questão de alumbramento, quando
ouço Leny Andrade. Já fiz posts falando de Guinga, o compositor que mais me
arrebatou depois de João Bosco. E entre os letristas, quem segue este blog,
principalmente desde os tempos mais longínquos, sabe de minha predileção por
Paulo César Pinheiro, ameaçada apenas pela admiração por Aldir Blanc.
Pois mais uma vez,
estou aqui, me repetindo, mas para falar de um disco que reúne estes 3 artistas
ao mesmo tempo. Trata-se de Corpo de Baile, o novo CD em que ela canta, exclusivamente,
músicas feitas em parceria pelos dois.

Como sói acontecer nos
discos desta cantora, as faixas contam com um naipe de instrumentistas de
primeiríssima qualidade, suportados, na maioria delas, pelo piano de Nelson
Ayres e os sopros de Teco Cardoso, o que, por si só, já é garantia de bom gosto
e refinamento.
A faixa Curimã, uma das
minhas preferidas, conta, ainda, com as participações luxuosas de Marlui
Miranda numa fala incidental em língua indígena e da percussão do insuperável
Robertinho Silva.
Só não dá pra falar que
é o melhor disco de Mônica Salmaso, pois não se sabe o que virá no próximo. Só
se sabe que será algo ainda melhor.
Curimã (Guinga
& Paulo César Pinheiro) – Mônica Salmaso